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Embate "moderno" (Ciência e Religião)


Não é de hoje que encontramos o embate - assistido na tv e discutido entre cidadãos durante toda semana - entre religião e ciência. O caso do arcebispo de Olinda, que condenou a prática do aborto em qualquer situação, sugere claramente uma cisão entre os preceitos religiosos e os científicos.

Longe de posicionar-me à respeito - deixo tal para os leitores - o fato é que, se tomarmos a história como base, veremos que tal já estava, de certa forma, presente na época clássica (o que nos oferece uma prévia da dificuldade de eliminar as divergências).

A cisão entre Mythos e Lógos, no seio da Grécia do século VI a.C. é um dos primeiros vestígios de diferenciação entre dois discursos - enquanto o mito (história fantástica, baseada num sistema de crenças arraigado na população) descrevia o mundo de certa forma, o Lógos (dos pré-socráticos ou fisiólogos) era, justamente, a tentativa de um discurso racionalizado da natureza, sem fantasia e com descrições concretas dos fenômenos...

Embora haja proporções consideráveis, no fundo o embate ocorrido naquele tempo e hoje mostra-se semelhante: são duas formas de encarar o mundo - as quais exigem um posicionamento nem sempre amistoso entre as partes. Basta nos lembrar, continuando numa linha do tempo, da execução de "hereges" e cientistas na Idade Média e Moderna (inquisição).

Hoje em dia, e assim vou terminando meu texto, embora haja menos violência física do que em tempos passados (mas ainda há uma simbólica), já vemos casos em que a Igreja cede espaço à Ciência (essa segunda com feitos inimagináveis - ou você consegue nos imaginar sem ela?). Presenciei, inclusive, uma citação feita numa cerimônia religiosa que assisti recentemente - "Agradecemos aos feitos da ciência e aos cientistas" - tal é a prova de uma atual tentativa de diálogo entre dois modos de ver a realidade.

De qualquer forma, a atitude do arcebispo de Olinda vem, mais uma vez, distanciar-nos de um discurso amistoso - e por quê não? - entre os dois conhecimentos.

Para acessar a reportagem citada na postagem, clique em:

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Se quiser aprofundar no assunto procure os seguintes temas:

História Moderna e Medieval
Da mitologia ao Lógos
Bioética e os limites da medicina
O discurso religioso como forma de compreensão da realidade

Um comentário:

  1. Penso que a igreja tem de mudar alguns conceitos, porém sem perder suas convicções.
    Há muito essa vem perdendo espaço na vida das pessoas, hoje está em declínio acentuado. Não exerce a influência de outrora, portanto tem de se adaptar ao mundo moderno para que não fique obsoleta.
    Mas essa antiquada igreja é que faz com que muitos, por meio da fé, tenham sentimentos e virtudes que não se pode conseguir com a ciência, o lado esquecido pelos cientistas.
    A ciência, ao contrário da igreja, vem exercendo um papel fundamental na vida de qualquer um _ imagine um mundo sem tecnologia. Mas por introduzir experimentos nunca testados antes trás consigo um sério perigo, sua utilidade pode ser revertida para outras finalidades. E o racionalismo exacerbado faz com que a visão seja focada em uma só solução.
    Mas situações inesperadas, como o caso exposto no texto acima, precisam ser tratadas, pelos dois lados, com bom senso.
    Portanto tem de haver uma harmonia da igreja com os cientistas, e o diálogo mencionado no texto é fundamental. A dosagem certa entre racionalismo e espiritualidade forma o ser humano.

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