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Sobre o espantar e outras considerações de uma mente inquieta


Olá, meus queridos alunos!

Li algo interessante num texto hoje e, se permitirem, gostaria de compartilhar com vocês. Talvez o texto em si não traga grandes reflexões: com efeito, trata-se de um comentário do Roberto Pompeu de Toledo à atitude do jogador Adriano - que permaneceu, todos sabem, na favela onde nasceu ("escondido") - publicado na Veja desta semana. Como as reflexões não escolhem hora nem lugar pra surgir...

Vamos, então, à frase que chamou-me atenção: "Jogador que perde a alegria de jogar é triste como palhaço que não vê mais sentido em fazer graça, artista plástico que não mais se encanta pelas cores ou filósofo para quem especular vira uma chatice".

O filósofo é aquele que , segundo o texto, especula - o que justifica a frase acima. E, friso, tal é como -também - concebo o filósofo. Com efeito, o filósofo é aquele cidadão que especula acerca de fatos, que busca ir mais fundo (nas entranhas do problema). Para tanto, utiliza-se de poderosas armas: a linguagem, a razão, a observação, o discurso.

Deste modo entendemos melhor a afirmação de Paulo Ghiraldelli, quando este nos diz que a filosofia "desbanaliza o banal"... trocando em miúdos, o filósofo se preocupará em problematizar aquilo que "passa despercebido"... criar perguntas e questionar tudo que nos cerca. E então recorremo-nos, para finalizar, aos filósofos clássicos para elucidar questões e ampliar nossos horizontes para outros caminhos!

A Filosofia nasce do espanto, já dizia um antigo filósofo grego.

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