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Provocações: a felicidade não existe. E que bom.


Somos seres bicéfalos. Sim, tal como a águia presente na bandeira russa, temos duas cabeças, cada qual apontada para uma direção. Somos dúbios, ponte entre dois extremos, bem e mal, amor e ódio, humildade e grandeza, pecado e santidade, ser e não ser (subvertendo Shakespeare).
Nós, humanos demasiado humanos, sempre a desejar aquilo que não temos - pois, quando finalmente alcançamos, nosso outro lado logo inicia seu processo de ''novo desejo''. Somos seres eternamente insatisfeitos, já argumentava Pascal.
Sim, faça um exercício rápido: lembre-se da infância. Você um dia disse: ''quando EU (essa partícula linguística tão falada) tiver aquele brinquedo serei a criança mais feliz do mundo". Com pequenas variações, essa frase já foi dita por todos nós. E você ganhou o brinquedo. Se lembra qual foi? Caso sim, você cessou seu desejo e alcançou a plena felicidade? Não deseja mais nada, já que agora possui a felicidade? A resposta provavelmente seja ''Não. Ainda há desejo".

Somos seres que desejam, que almejam algo que nem mesmo sabemos. Carros, casas... posses. Capital. E continuamos numa busca implacável, sem precedentes, matando e morrendo, por um vislumbre de felicidade (que pode durar poucos segundos).
Abrem-se as questões: 'a' felicidade existe ou teríamos somente momentos felizes? Se são momentos, faz sentido falar em alcançar a felicidade? Cessaremos nossos desejos, transcenderemos o humano e morreremos em paz, sem nada mais buscar? Decapitaremos a ''águia bicéfala'' e seremos seres humanos de uma só cabeça? Estamos correndo atrás de que, para que e como? As posses me libertarão ou, paradoxalmente, me deixarão cada vez mais servos da mercadoria?

Nada mais buscar é triste. É castrar a própria essência humana. A felicidade, estágio absoluto de serenidade, não existe. E que bom que não.

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